No dia seguinte, saímos de Foz em direção a Puerto Iguazu para conhecer o Parque das Cataratas do Iguaçu – Argentina. Atravessamos a fronteira tranquilamente, apenas é preciso paciência para os aproximadamente  50 minutos de espera. Porém, vale a pena!!

A aduana da Argentina fiscaliza toda a documentação. O que é muito bom pois torna a entrada no país muito mais segura ( a aduana do Paraguai não fiscaliza nada, em contrapartida todos os turistas têm receio de cruzar a fronteira e, quando o fazem, vão apenas com agências de turismo e extremamente cautelosos pela falta de um poder público mais atuante).

 CHECKLIST

– Identidade civil ou passaporte (ainda mais se estiver com crianças – não se aceita certidão de nascimento)

– Habilite o cartão de crédito para compras internacionais

– Compre pesos para comprar o ingresso no parque (o comércio em geral costuma aceitar reais, exceto na bilheteria do parque das cataratas)- Não se esqueça da Carta Verde e da Autorização de Fronteira caso esteja de carro.

– Ao cruzar a fronteira, lembre-se que a lei de trânsito na Argentina obriga todo motorista a dirigir com a luz do farol na 2a posição ( descobrimos pois fomos parados na blitz e o guarda assim alertou)

– Para aproveitar mais os passeios e economizar, leve uma mochila com água, roupas leves, lanche, protetor e tênis. Se fizer o passeio na Ilha, vale o traje de banho por baixo!

O acesso ao parque é muito tranquilo. Após passar da Aduana, entre à esquerda e siga uma reta direta até o Parque – já se for para Puerto Iguazu (sentido oposto), atenção redobrada: em dado momento, vimos uma seta pintada no chão como se indicasse que estávamos na mão correta quando de repente percebemos que estávamos na contramão.

 

Chegando no Parque das Cataratas do Iguaçu – Argentina

Assim que chegamos no parque,do lado argentino, percebemos que era muito diferente do lado brasileiro. A bilheteria era bastante desorganizada, sem sinalização ou funcionários do parque que controlasse o avanço nos filas. Apesar de não ter a infra-estrutura/organização do lado brasileiro, o lado argentino foi uma experiência mais genuína, com muita mata e contato mais forte com a natureza. Se, do lado brasileiro, os quatis eram os maiores acompanhantes, aqui víamos macacos interagindo com os visitantes. Porém os macacos podem ser agressivos, o que sugere uma aproximação bastante superficial..cuidado, vc pode se machucar!

 

O que levar?

O Parque das Cataratas do Iguaçu – Argentina conta com um trem que faz 2 paradas. Na 1a parada temos 2 trilhas: caminho superior e caminho inferior. Na 2a parada, temos uma trilha suspensa (sob as águas) de 1000 metros até a Garganta do Diabo. Porém o trem não passa rápido, nem possui muitos lugares. Então, as filas são enormes e a espera é muito grande. Por isso, decidimos seguir o caminho a pé no percurso de volta. São cerca de 800 metros da porta do parque até a 1a parada, e 5000m da 1a estação até a 2a estação. Na 1a estação, a trilha inferior e superior somam 2500m.

Ou seja, é 1 dia inteiro de muita caminhada. O percurso é muito tranquilo/seguro, não tem obstáculos nem descidas/subidas íngremes. É bem sinalizado e bastante agradável. Porém, como toda boa caminhada, o pulo do gato é usar um tênis bem confortável, roupas leves (de ginástica, ou algo bem confortável mesmo), bastante protetor solar e uma mochila de turista com garrafa d’água e algum lanche leve se quiser economizar bastante.

Fazendo as contas: cada garrafa d’água custava R$ 8,00. Como é um passeio de 1 dia inteiro, e recomenda-se beber pelo menos 2L de água, sairia R$ 24,00 por pessoa. Numa família, chega-se a gastar mais de R$ 50,00 porque a sede é constante.  Agora vamos ao lanche: 1 suco de 1L + 6 empanadas custa R$ 40,00. Meu filho de 4 anos comeu umas 3 empanadas sozinho..Então seria R$ 80,00 em um lanche simples (mesmo valor de um super jantar em Puerto Iguazu).

 

1a parada – Estação Cataratas: Caminho Superior e Caminho Inferior

Saindo da Estação Central, pega-se o Tren de la Selva.  De lá, são uns 800m até a Estação Cataratas. Na Estação Cataratas, tem uma área com banheiros, lanchonete, o que eles chamam de “ponto de encontro”. Dali, pegam-se as trilhas do Circuito Inferior e Circuito Superior. Fizemos o caminho mais longo primeiro ( os 1700m do caminho inferior). Depois, paramos, lanchamos e fomos para a parte de cima. Em seguida, seguimos para a Garganta do Diabo.

Se caminhar devagar, e parar em cada mirante para fotografar as mais diferentes vistas, são  mais ou menos 3h. Lembrando que ao longo do caminho, encontramos vários pontos de piquenique. Também havia um trecho específico para o “macuco safari” deles. É a Gran Aventura Náutica: uma lancha que faz o passeio pela Ilha San Martín. Além deste passeio, tem os safáris, na média de 200 a 300 pesos por pessoa. Tínhamos apenas este dia. Então, depois das trilhas, fomos para Garganta do Diabo. Porém, fica essa ressalva..é possível curtir 2 dias só no lado argentino das Cataratas.

Os circuitos são ótimos, os nossos filhos (crianças pequenas) acompanharam toda a encaminhada, sem reclamar, enfeitiçados com a beleza do parque! Os diversos ângulos pelos quais se contempla a queda d’água, bem como a flora/fauna que cerca os visitantes conspiram para uma experiência mágica. Mas é preciso ter boa disposição!

 

2a parada – Estação Garganta do Diabo

Após passearmos pelo Circuito Superior, caminhamos até a Estação Cataratas (do Trem) para chegar à Estação Garganta do Diabo

Como disse lá em cima, fica uma fila enormeeee..esperamos uns 40 minutos para embarcar. Neste tempo, enquanto eu estava na fila com as crianças, meu marido foi comprar água. Levou quase todo o tempo da fila para conseguir comprar. Ou seja, não era só a fila do trem que estava complicada. Por isso, na volta, fizemos todo o percurso a pé. Mais ou menos 1h caminhando (detalhe: durante todo este tempo de caminhada de volta, o trem só passou 1 vez, quando estávamos iniciando o percurso de volta.)

Bem, chegando na Estação Garganta do Diabo, o que vimos foi uma trilha suspensa sob as águas, de 1000m, até desembocar numa queda d’água espetacular. Enquanto se caminha, passa-se por cardumes, vistas deslumbrantes do rio terminando no horizonte, além de inusitados jacarés.

 

Puerto Iguazu

Chegamos no parque das Cataratas do Iguaçu (Argentina) por volta das 10:30h. Às 17h, encerrou nosso passeio e, estávamos tão curiosos que, antes de voltar à Foz, paramos em Puerto Iguazu, a cidadezinha tão aprazível da província de Misiones. Foi apaixonante passear pelas ruelas, visitar as lojas de artesanato, tomar sorvete numa das maravilhosas heladerías e desfrutar de um um maravilhoso jantar neste pólo gastronômico. Também é possível comprar queijos e vinhos numa espécie de armazém, ao lado da famosa feirinha de artesanato local. Porém este post já está bem longo. Então vamos deixar outro post dedicado exclusivamente para lá. Voltamos nos 2 dias seguintes =)

Confira no próximo post como foi nosso 3o dia de roteiro, com City Tour e Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Júlia Soares

Júlia Soares

Sou redatora especializada em turismo e lazer. Decidi unir minhas paixões com a minha profissão, o que me trouxe até aqui: um portal completo e dinâmico com as principais cidades para se fazer turismo =)
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