* Segunda – Feira: Um pout pourri de estilos.

( Puerto Madero – La Boca – Abasto – Show de Tango)

Puerto Madero

Quem já não leu que Puerto Madero é um dos mais impressionantes projetos urbanísticos em zonas portuárias já implementados?

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Então, sendo uma área portuária, não posso negar que é bem organizado. Masss…me desculpem os apaixonados, não achei nada de outro mundo. =/

Restaurantes caríssimos (estejam preparados, não aceita cartão). Se o sol estiver forte, prepare-se. Caminhará fortemente exposto ao sol ao longo dos diques. Talvez seja mais interessante no inverno..

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Tem o barco que virou museu (o famoso Fragata Sarmiento). Interessante.

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Mas se vc já esteve no Forte de Copacabana, na Marina da Glória ou se já fez os circuitos dos fortes em Niterói, não se deslumbrará tanto com o bairro. Tudo bem que são coisas bem diferentes, mas fica esse comentário. Bacaninha, nada de outro mundo, ao nosso ver.

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A Puente de la Mujer é bastante singela.

Certa vez li um comentário ousado, mas plausível: as obras de Niemeyer são simples, em concreto, nada muito surpreendente, a não ser pelo cenário que as emoldura. Bem, acho que esse é o caso aqui. Se não estivesse em Puerto Madero, arrisco dizer que talvez passasse desapercebida.

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Almoço na Galerias Pacífico

Fomos almoçar na Galeria Pacífico. Seria um rápido “pit stop”. Comida rápida para seguirmos o roteiro. E aqui vou abrir um mega parágrafo como brasileira/consumidora indignada.

Como desconheço um reclame aqui portenho, tenho que dizer que fui super mal atendida no “point” da praça de alimentação. É um “restaurante” especializado em carnes (La Brasitas). O prato variava de 65 a 85 pesos (1 pessoa). Acho que eles não gostam de brasileiros. Eu fui no oriental com as crianças..mas meu marido pediu uma fraldinha. Os 2 clientes que estavam na frente dele pediram a mesma coisa. Eram portenhos e receberam pratos suculentos e tal. O prato que compramos veio obviamente inferior. E cheeeio de gordura. Pedi para trocar. O “amável” gerente começou a gritar comigo na frente de todo mundo dizendo que não trocaria. Que eu tinha que me informar, que não sabia o que estava comprando. Tentei relevar a aceitar assim mesmo.. mas depois que sentamos e constatamos que era puraaa gordura, voltei. Disse que não íamos comer aquilo e se ele não trocasse, que me providenciasse uma lixeira por favor (nessas situações, o bom é ter o espanhol o mais afinado possível). Ele trocou, pediu que eu escolhesse outra carne. Como não podia deixar de ser, ficou fazendo piadas em alto e bom som. Eu ignorei, paguei a diferença entre os pratos, e retomamos nosso passeio. Tentei ser diplomática e não encenar um barraco.. Mas se isso acontece com um cliente aqui no Rio, no dia seguinte estará no Procon, na Justiça, no Reclame aqui…temos uma cultura que supervaloriza o consumidor…não tive essa impressão por lá.

Pegamos um táxi e fomo até a sede do Boca Jrs.

La Bombonera

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Bairro: La Boca.

Fomos até o estádio La Bombonera.

O museu deles é bem moderno. O bairro não é muito seguro. O taxista nos alertou que não compensava ir no Caminito (a tal ruazinha de paredes coloridas). Que o bairro era perigoso. Não arriscamos.

Foto de uma rua de La Boca (tirada pela janela do estádio)
Foto de uma rua de La Boca (tirada pela janela do estádio)

Assim que visitamos o estádio, pegamos um táxi até o Abasto. Era o momento das crianças!

Shopping Abasto – Museo de los Niños

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No Shopping Abasto, tinha o Museo de los Niños (um parque para crianças). Muito bacana! Diversos ambientes em 3 andares simulam as profissões em seus respectivos cenários. Os garotos se deslumbraram fingindo serem médicos em consultórios, pilotando aviões, tratores, abastecendo carros em oficinas, atuando na produção de um programa de tv, rádio, além das brincadeiras intercalando os cenários. A fila era um pouco grande, mas andou rápido.

Para passar o tempo, experimentamos sorvetes do Fredo enquanto estávamos na fila. Sensacionais! Lembram o Baskin Robbins.

Ah sim! O parque não aceitou cartão. “Estava sem sistema”. Esteja precavido: 60 pesos o ingresso por cada criança, 20 pesos o adulto.

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Por volta das 18h, voltamos ao hotel. O transfer do show de tango passarias às 21h (leia dica 7)

Casa de Tango – El Querandí

http://www.querandi.com.ar/

Primeiro: Leia a dica 7, para economizar na compra do show de tango.

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Crianças: Aceitaram crianças nesta Casa. Mas os meninos ficaram quietinhos a apresentação inteira. Foi um pouco tenso no início. Levei na bolsa um livro de pintura e uma reza (brincadeira rs). O caçulinha surpreendentemente dormiu, acordou pouco antes do show, e assistiu tudo quietinho.

Preço: Shows de tango são caros. Maioria cobra em dólar, não é nem em peso. A média do ingresso é 500 pesos por pessoa. Então o Queradin é um bom achado. Só o show custa U$55. Mas é possível descontos de até 30% em circunstâncias específicas.

Traje: Não gosto do termo esporte-fino. Digamos: Arrumadinho! Bom levar vestido, salto e blazer, assim como camisa social para o público masculino.

Sobre o show: Eu gostei. Foi pouco mais longo do que esperava, mas também foi uma experiência única, 100% portenha.

Opinião masculina da família: “bacaninha, programa de casal de 50/60 anos”.

Minha impressão: a cultura deles tem um arzinho mais erudito. Apreciam arte, livros (sempre lemos que há mais livrarias em Buenos Aires do que no Brasil inteiro..será exagero?), o tango reuniu canções e danças bem tradicionais. Observei as mulheres bem mais interessadas que os homens. Recomendo encaixar no mesmo dia da visita ao estádio, ou se estiverem sem filhos, ao cassino. Vale mesmo usar a arte da negociação e planejar um mix de estilos no roteiro do dia p/ que todos os perfis saiam ganhando 😉

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Júlia Soares

Júlia Soares

Sou redatora especializada em turismo e lazer. Decidi unir minhas paixões com a minha profissão, o que me trouxe até aqui: um portal completo e dinâmico com as principais cidades para se fazer turismo =)
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